Controle de privacidade
24 de junho de 2010
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Escrevo para jornal, mas não me considero uma jornalista, tenho até um certo pudor de ser apresentada como se fosse. Mesmo assim, recebo por e-mail uma enxurrada de sugestões para pautas, enviadas por assessorias de imprensa de todo o Brasil. E dá-lhe aviso de lançamento de bolsa, de medicamentos, de condomínios, de pacotes de viagem, de técnicas de alisamento de cabelo e até notícias sobre drive-thru de oração: sério, parece que em São Paulo tem pároco aproveitando o engarrafamento em frente à igreja para oferecer uma prece ao motorista em troca de módicos 50 reais, preço sugerido, Deus não cobra nada.
Mas semana passada entrou um e-mail inédito na minha caixa. Iniciando com um “boa tarde, Martha”, fui avisada, de forma muito educada, que Ana Maria Braga estava formalmente separada. Soube pelo e-mail que ela e o marido tentaram de todas as formas manter a relação, mas que por motivos pessoais não conseguiram se entender e a assessora solicitava que eu, assim como meus colegas, tratasse a situação com respeito, uma vez que eles possuem filhos e família.
Muita gente sonha em ser famosa, imaginando a delícia que é ser seguida por fotógrafos na rua, receber um belo cachê para fazer comercial e sentar na primeira fila nos desfiles de moda. Uma parte dessa história atende à vaidade e é prazerosa, transmite a impressão de que a vida é uma festa, até o dia em que o famoso em questão se transforma num item de consumo, perdendo o controle da sua privacidade.
Com menos popularidade, mas muito mais importantes para a cena cultural do país, Luis Fernando Verissimo e Zuenir Ventura acabam de ter sua vida íntima um pouco mais divulgada através do livro Conversas sobre o Tempo, mediada pelo jornalista Arthur Dapiéve. O bate-papo rendeu algumas inconfidências, mas em nenhum momento isso soa como uma satisfação aos leitores, até porque não é. Trata-se apenas de uma longa entrevista publicada em livro, uma troca informal de ideias, um retrospecto de suas trajetórias, um presente para aqueles que desejam saber como vivem e o que pensam dois autores a quem sempre respeitaram, naturalmente. Um respeito que jamais precisou ser solicitado via assessoria de imprensa.
Beijos!
permalinkPostado por Martha Medeiros, às 18:12
José Saramago
18 de junho de 2010
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Escrevo ainda perplexa com a notícia que acabo de ler. O escritor português José Saramago faleceu essa manhã. Teve uma noite tranquila, aí acordou e, enquanto tomava café ao lado de sua mulher, sentiu-se mal e logo após morreu. Rápido e indolor, como merecem todos aqueles que viveram bem.
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Sempre que me perguntam em entrevistas qual é o meu livro favorito, fico pensando com meus botões sobre a dificuldade de se eleger apenas um livro entre tantas belas histórias já lidas, mas para não ficar discursando sobre a incapacidade de se escolher só um, sempre respondo “Ensaio sobre a cegueira”. Virou meu número 1.
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Lembro do impacto que tive com a leitura. Era minha primeira vez diante de um texto do Saramago. Fiquei extasiada com a forma narrativa totalmente envolvente e perturbadora, com sua capacidade de gerar tensão e até de me fazer sentir cheiros ao virar as páginas. Nunca um livro havia provocado em mim reações sensitivas daquela natureza. Tempos depois, assisti à adaptação para o cinema, dirigida pelo brasileiro Fernando Meirelles, e fiquei ainda mais arrebatada, foi como se eu estivesse lendo Ensaio Sobre a Cegueira pela segunda vez, tal a sintonia (rara!) que percebi entre livro e filme.
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Li vários livros de Saramago. Não gostei de “Ensaio sobre a Lucidez”, abandonei no meio, mas adorei inúmeras outras publicações. Cadernos de Lanzarote, Todos os Nomes, As intermitências da Morte, o Homem Duplicado, Pequenas Memórias e principalmente A Caverna, que li com imenso prazer e de onde extraí a ideia para uma crônica chamada “A raça dos desassossegados”. José Saramago morava numa ilha vulcânica praticamente desabitada, era um refugiado em sua própria solidão, mas era um desassossegado de nascença, sempre atento às transformações a sua volta, às incongruências da sociedade, nunca virou as costas pro mundo, apenas não se deixou afetar por ele. Era um homem polêmico por suas ideias políticas e religiosas, e essa era uma das razões de eu acompanhar suas entrevistas. Homens como Saramago provocam concordância e discordância, mantém nossa mente inquieta, e enquanto algumas pessoas não lidam bem com essa contradição, eu vibro: não aplaudo a apatia. Prefiro que alguém me enerve a alguém que me faz pegar no sono.
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Saramago era um homem que mantinha as pessoas acordadas. Morreu aos 87 anos, não era um garoto, mas sempre é cedo para partir, ainda mais quando se trata de alguém que ainda produzia, pensava, amava, vivia. Tanta gente por aí que não vive.
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Estou triste e ao mesmo tempo feliz por ter tido oportunidade de conhecer alguma coisa da sua obra. Me sinto grata. Ele me ofertou, e aos milhares que admiravam sua literatura, momentos de um prazer íntimo e enriquecedor. Que bom que os livros ficam.
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Beijos.
permalinkPostado por Martha Medeiros, às 11:26
Passamos pela Coreia
15 de junho de 2010
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Pensei que seria um pouco mais fácil, mas parece que o despertador não tocou no primeiro tempo, só no segundo. Menos mal: o Brasil venceu. Vamos pra frente. Next!
Beijos!
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Cinema nacional
14 de junho de 2010
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Olá, olá.
Entre um jogo e outro da Copa, passei o final de semana conferindo dois lançamentos recentes do cinema nacional, em DVD.
Primeiro vi Apenas o Fim, um filme que causou uma espécie de comoção quando foi lançado ano passado, ganhando alguns prêmios especiais de júris em festivais. Eu já tinha ouvido falar que era bacanésimo e tudo mais, e como gosto muito da Erika Mader e mais ainda do trabalho do Gregorio Duvivier, conferi com certa expectativa, que se cumpriu médio. Por um lado, acho que merece todo o respeito um trabalho desenvolvido por um universitário (estreia de Matheus Souza como roteirista e diretor), com baixo orçamento, filmado em apenas 12 dias, com apoio de colegas e amigos. Não é mole fazer um casal de atores segurar um filme de 80 minutos só na base do diálogo naturalista, ininterruptamente. O resultado é bom, tem momentos divertidos, sacadas ótimas, e é interessante divulgar a ideia de que o fim de um relacionamento pode ser tão natural quanto o início e o durante. A overdose de referências da cultura pop é proposital e situa os dois no tempo e no espaço. Tudo ok. Mas não posso evitar de dizer que achei o personagem da Erika um porre. Ô, guria chatinha (atenção, estou falando do personagem!). Talvez eu esteja virando uma tia, ou já seja uma tia completa, vá saber. Não esperava nenhum papo-cabeça, mas um pouquinho mais de.. de… emoção? Sei lá. Tudo muito “questionário Proust” pro meu gosto.
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Outro filme brasileiro: É Proibido Fumar. Faturou os principais troféus da recente premiação da Academia Brasileira de Cinema. Também curtinho (84 minutos) e com um orçamento nada exuberante (mas com mais recursos do que o experimental Apenas o Fim), o filme dirigido por Anna Muylaert conta a história de um casal que não está no fim da relação, e sim no começo - Gloria Pires, sempre excelente, dessa vez faz Baby, uma solitária professora de violão e fumante compulsiva, que vive sozinha e sonha com um grande amor, e Paulo Miklos é Max, o vizinho da porta ao lado. Miklos, sempre com sua presença hipnótica na tela, faz um cantor de churrascaria esperando que a vida lhe sorria, mas não tem do que se queixar. Vive às voltas com a ex-mulher gostosona e tira seu sonzinho com os amigos, enquanto vai criando um afeto especial por Baby. A cena em que ele coloca pra ela ouvir “Que Nega é Essa” de Jorge Ben Jor é daquelas que justificam a locação do filme - nada de mais, mas tudo de bom. Uma comédia despretensiosa, com muita humanidade, com personagens reais, daqueles que você cruza na padaria ali da esquina. Ok, todos os personagens citados nesse post são realíssimos, mas tô puxando a brasa pra minha padaria, me permitam. Ah, e o filme ainda traz no elenco Antonio e André Abujamra, Pitty, Marisa Orth e Paulo Cesar Pereio em rapidíssimas pontas. Eu tive a impressão até de ver o Daniel Dantas fazendo ponta também numa cena de reunião de fumantes, mas posso (e devo) estar batendo o pino.
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Apenas o Fim e É Proibido Fumar. Uns vão gostar mais do primeiro, outros mais do segundo, há quem vá odiar ambos e nada disso importa. O que vale é reconhecer que o cinema brasileiro tem se destacado não só no filão violência urbana, como também em filmes mais existencialistas, digamos assim. Se houve um tempo em que pouca coisa prestava, hoje podemos dizer que quase tudo é de respeitável qualidade. Bravo.
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E agora é concentrar, amanhã tem Brasil x Coréia, eu já estou com a pipoca no micro!
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Boa sorte pra nós!
permalinkPostado por Martha Medeiros, às 18:15
Livros
8 de junho de 2010
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Olá, people.
Alguém pediu para que eu comentasse sobre alguns livros. Bom, eu avisei que leria o do Michel Onfray, “A potência de existir“. Fiquei impactada com o título e, por ser um manifesto hedonista, achei que iria curtir bastante, mas fui reduzida à minha insignificância, achei o livro difícil para leigos em filosofia, como sou. Ainda assim, sublinhei algumas frases aqui e ali que me chamaram a atenção, mas o que gostei mesmo foi do prefácio, 28 páginas em que ele conta como foi ser abandonado pelos pais aos 10 anos de idade para ir viver num internato em meio a regras rígidas, hábitos franciscanos, trotes, abuso sexual e demais cortesias do inferno. O título do prefácio é “Autorretrato com criança” e deixo a frase de abertura aqui reproduzida: “Morri aos dez anos de idade, numa bela tarde de outono , numa luz que dá vontade de eternidade”. Pra mim, o prefácio justificou a aquisição do livro.
O outro livro que eu havia lido dele foi “Teoria da Viagem“, em que ele, poetica e filosoficamente, resgata os significados de se sair em busca do desconhecido. Desse, gostei de ponta a ponta.
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Acabei ontem de ler o último do Nick Hornby, “Juliet Nua e Crua“. Adoro o texto dele. Dessa vez, ele conta a história de Duncan, um “loser” que vive no interior da Inglaterra, tem um casamento de 15 anos que já nasceu em ponto morto e é fã de um roqueiro decadente que há 20 anos não grava nada. É interessante ver o quanto alguém sem luz própria tenta buscar sentido na vida transferindo seus sonhos para uma “entidade” que ele mais inventa do que sabe realmente a respeito. No final das contas, quem se torna personagem principal do livro é Annie, mulher de Duncan, que por um golpe do acaso acaba… Bom, vocês talvez leiam, melhor não adiantar nada. Mas faço um alerta: quem não usa óculos, use. E quem usa, use dois. As letras do livro são pra lá de miúdas.
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Comecei agora “A Morte do Gourmet“, romance de estreia de Muriel Barbery, que ficou conhecida mesmo foi através do seu segundo livro, o excelente “A elegância do ouriço”. Depois, lerei “Conversa sobre o tempo“, que reúne tudo o que foi dito em encontros entre Luis Fernando Verissimo e Zuenir Ventura, com mediação de Arthur Dapieve. E as crônicas de “Mulher Perdigueira“, do meu talentoso amigo Fabricio Carpinejar.
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Ontem o Fabricio lançou seu livro na Livraria Cultura, de Porto Alegre. Antes dos autógrafos, foi promovido um pequeno debate entre o autor, o cineasta José Pedro Goulart e eu. Foi divertidíssimo. O tema central era o ciúme. Fabricio, performático como sempre, abusando de sua energia contagiante, defende que o ciúme é salutar, mesmo o ciúme infernal. Ele defende que se mande dezenas de torpedos por dia ao ser amado, que se explore abertamente o desejo de possessão. Olha que talento: “Aspiro ao casamento pirandelliano, um à procura permanente do outro. Sou um totalitário na paixão. Um tirano. Um ditador. Não me dê poder que escravizo. Não me dê espaço que cultivo. Não me eleja democraticamente que mudo a constituição e emendo os mandatos”.
Em literatura, funciona. Na vidinha, essa aqui, acho que dá um trabalho danado.
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E pra encerrar, aí vai, em primeira mão, o título do meu novo livro de ficção, que de certa forma trata sobre tudo isso também: paixão, possessão, ciúme, perdas e toda a falta de lógica que nos endoidece nas relações. Anote: Fora de Mim. Em outubro, nas livrarias.
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Beijos!
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Sex and the city 2
3 de junho de 2010
29 comentários
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Olá!
Pois é, fui falar mal do Sex and the City 2 antes de assistir e não deu outra: gostei! Acho que é a velha história da reversão de expectativa. Fui esperando nada e… bom, o filme está longe de ser tudo, claro. Mas me diverti. Foi mais ou menos como folhear uma revista: moda, decoração, viagens e o papo de sempre: como encontrar soluções pessoais pra ter uma vida mais legal. A parte fashion me irrita um pouco: quem é que iria pro meio do deserto de salto alto? Quem usaria aqueles vestidos estilosos para fazer compras num mercado de rua? Quem usaria aquele megachapéu dentro de um avião? E o que são aquelas ombreiras de gladiadora da Samantha na noite do karaokê? Mas não dá pra querer realismo de Sex and The City, as locações servem apenas de passarelas para as meninas (sejamos gentis) desfilarem seus modelos de grife. E tem o Marrocos, né? As filmagens foram feitas todas lá. O aeroporto é o de Marrakesh, o hotel em que Carrie janta com o ex-namorado também é em Marrakesh… aliás, eu conheci!!! Chama-se Amanjena, um hotel deslumbrante, exclusivíssimo, afastado do centro, silencioso, discreto, perfeito para vips que não querem ser incomodados - o que estava longe de ser o meu caso, fui de xereta, apenas para almoçar. Disseram na época que a Hillary Clinton estava hospedada lá. Se estava, pediu o almoço no quarto ou foi comer um cuscuz no mercado, porque no restaurante não pintou. Enfim, ver na telona o deserto, os camelos, o souk (mercado) e tudo mais me fez relembrar a belíssima viagem que fiz em novembro passado, e me deu a maior vontade de retornar…
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Calma, madame. Aterrisa.
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Uma das discussões do filme, sem grandes aprofundamentos, é sobre relacionamentos a distância. A agora casadíssima Carrie (Sarah Jessica Parker) e seu Mr. Big pensam em se conceder dois dias off por semana, ou seja, cada um no seu canto, fazendo suas coisas, para encarar os outros cinco dias com mais saudade e disposição. Carrie não está muito satisfeita com a proposta, até que ela tem uma conversa com um empregado do hotel que diz que só vê a esposa de três em três meses e acha que está tudo bem assim, ao menos os reencontros são maravilhosos. Isso faz ela reconsiderar… Muita gente pede que eu escreva sobre esse assunto, e nunca escrevi, mas a verdade é que já vivi isso, e estou vivendo de novo. Namoro há quatro anos um homem que, em função do seu trabalho, passa temporadas fora do Rio Grande do Sul. Já morou no interior de Santa Catarina, de São Paulo, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, e a gente sempre fez malabarismo para se encontrar. Nos víamos de 15 em 15 dias, às vezes de 20 em 20. Depois ele passou um bom tempo aqui em Porto Alegre e agora teve que assumir um trabalho longe de novo: mais três meses fora, e o malabarismo voltou. É bom pra relação? É ruim?
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No nosso caso, não chega a ser um sufoco. Não somos casados, cada um tem seu apartamento, seu trabalho, sua rotina. A distância nos possibilita ter mais tempo livre, e não há como negar, a saudade potencializa os reencontros, a gente passa a dar mais valor para os momentos em que estamos juntos e não perdemos tempo com picuinhas cotidianas. Mas claro, tem um preço. Pra quem é muito ciumento, pode ser uma complicação. E nem sempre é possível estar junto em momentos especiais, como aniversários de amigos, ou mesmo para assistir aos jogos da Copa. Mesmo hábitos banais se tornam raros de ser compartilhados. Como ir ao cinema, por exemplo.
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Você já passou por uma experiência assim?
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Beijos!!
permalinkPostado por Martha Medeiros, às 20:00
Tricô
30 de maio de 2010
25 comentários
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Olá, todo mundo.
Cheguei de Goiânia ontem e foi muito legal o evento “Só para Mulheres”, apesar de eu não escrever só para mulheres. Fui hiperbem recebida por todos, organizadores e público, e ainda tive o prazer de conhecer o editor de estilo da revista Vogue, o Fabrizio Rollo, uma figuraça. Estiloso, culto, simpático, com um visual absolutamente contemporâneo, daqueles que a gente encontra no site www.thesartorialist.blogspot.com, um dos meus sites favoritos. Curto moda, cada vez mais.
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Falando nisso, o blog da Cristina Brasil (www.cristinabrasil.com.br) traz um monte de comentários sobre os bastidores do Fashion Rio e ainda relatos da época em que ela era modelo em Paris, volto a recomendar.
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Outros sites que recomendo: o da Natália Klein (acho que já falei dela pra vocês), garota esperta, divertida, sabe aquele mau-humor sadio? Anote aí:
www.adoravelpsicose.blogspot.com
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Tem o blog do Paulo Amaral, bons relatos sobre viagens, artes plásticas, poesia, política e tudo mais. Um cara elegante. www.doravantebrasil.blogspot.com
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E tem o site do Gilberto Perin, que é cineasta, ator, produtor de tevê e ainda arranja tempo para fazer fotos lindas, confira: www.gilbertoperin.com
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Santo Cristo, que saudade de viajar. Estou falando de viajar pra longe, sair do país, visitar uns museus, ver gente nova, topar com visuais exóticos, entrar em outro ritmo de vida. Sabe pra onde eu queria ir? Tunísia. Pois é, estou entre Tunísia e um roteiro mais manjado.
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O que ando lendo? Carola Saavedra, uma garota que nasceu no Chile, veio pro Brasil com três anos, depois estudou na Europa e hoje vive no Rio de Janeiro. O nome do livro: Paisagem com Dromedário. Ainda não terminei, estou gostando. Logo depois, começarei o “Par e ímpar” da Tatiana Druck, livro de poemas. Já tive acesso a uma palhinha e acho que vou gostar demais, depois comento.
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Muitas vezes digo “depois comento” e não comento nada. Ó, céus.
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Alguém tem um chicote aí? Pode me bater. Estou devorando um pacote de Doritos em plena noite de domingo, depois de já ter jantado! Pode bater com força.
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Tudo isso por conta da ansiedade. Amanhã entrego em definitivo os originais do meu novo livro de ficção para a editora Objetiva. E ainda não estou segura quanto ao título! Esse sempre é um problema pra mim. Raras vezes fiquei feliz com os títulos das minhas obras. Mas nunca vacilei tanto quanto agora. Crack. Crack. Mais Doritos.
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Meu gato está me dando nos nervos. Amo esse bichano, mas hoje ele está colocando a casa de pernas pro ar, parece que vai botar fogo em tudo. Não por acaso, o nome dele é Nero. Já castrei o coitado, o que mais devo fazer? Internar numa clínica de reabilitação? Porque ele só pode estar doidão.
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Ainda não vi Sex and the city 2, mas pelo trailer, pelas fotos e pelos comentários que ouvi por aí, algo me diz que deve ser cafonésimo.
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E assim encerro esse post desejando a todos um belíssimo início de semana. Beijos!
Postado por Martha Medeiros
permalinkPostado por Martha Medeiros, às 21:58
Tags: Dicas, Livros
Entrevista
27 de maio de 2010
13 comentários
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Olá, people.
Passei rapidinho aqui para me despedir, amanhã cedo voarei para Goiânia, e às 17h estarei participando do seminário ”Só para Mulheres”, será um bate-papo informal. Pra quem não pode estar em Goiânia, deixo aqui postado uma entrevista minha que acaba de ser colocada no ar pela revista Domínios, é só clicar no link:
E deixo também uma dica de filme: O Preço da Traição, mais uma tradução preguiçosa e clichê, pois o título original é apenas “Chloe”. Filme erótico na medida, com a excelente Julianne Moore, minha atriz predileta já faz algum tempo. O final é meio bizarro, mas é um thriller interessantíssimo. Vale conferir. Ainda deve estar em cartaz nos cinemas do Brasil.
Volto logo, beijos!
http://www.revistadominios.com.br/default.asp?pagina=dm146&revista=cotidiano
permalinkPostado por Martha Medeiros, às 16:03
Tags: Dicas, Filmes, Viagem
De novo por aqui
21 de maio de 2010
20 comentários
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Olá, todo mundo! Obrigada pelos vários links para a entrevista da Cissa no Jô. Incrivelmente, ainda não consegui assistir, cheguei ontem de viagem e já fui engolida pelo corre-corre, mas nesse final de semana assistirei com calma.
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Queria contar pra vocês como foi bacana participar do projeto Leitura em Ação, no Centro Cultural da Ação da Cidadania, um prédio espetacular na Barão de Tefé, no Rio - vale a pena conhecer. No dia em que estive lá houve a inaguração da biblioteca, que é aberta ao público, e eu li textos meus e depois bati um papo com estudantes de duas escolas, e isso foi o que mais me encheu de alegria, porque era uma garotada interessada, mesmo tendo pouquíssimo acesso à jornais e à literatura - ou por isso mesmo. Foi de fato uma ação de inclusão social que, aliás, deveria acontecer em diversos pontos do país. No final do bate-papo houve sorteio de livros e até parecia que se estava sorteando um carro 0km, tamanha a vontade da gurizada em levar os livros pra casa. Fiquei emocionada e convido vocês a entrarem no site para, do jeito que der, participarem dessa corrente pró-cultura.
www.acaodacidadania.com.br
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Aproveitei minha ida ao Rio para participar de muitas reuniões de trabalho também. Estive com minha editora, Isa Pessoa, da Objetiva, e batemos o martelo, meu novo livro de ficção sai mesmo em outubro e em breve vou anunciar o título. Estive também com Lilia Cabral, prestigiadíssima depois de sua Tereza em “Viver a Vida”: vem mais Divã por aí, dessa vez em seriado para tevê dirigido pelo ótimo José Alvarenga, que dirigiu o filme. Também conversei com Ana Beatriz Nogueira e Victor Peralta, atriz e diretor da peça Tudo que eu queria te dizer, e soube de algumas alterações que repasso agora pra vocês: a estreia não será mais dia 17 de julho como eu havia anunciado, eles primeiro farão o circuito Sesc aqui no Rio Grande do Sul (já passei pra vocês as datas e cidades) e participarão de alguns festivais de teatro pelo Brasil, para só então estrear no Rio, provavelmente em setembro. E Ana Beatriz estará sozinha no palco, será um monólogo, mas ela me deu uma palhinha e acho que vai ficar sensacional. Sendo a grande atriz que é, se desdobrará em várias personagens das cartas. Por fim, mais bate-papo com mulheres interessantes: jantei com Beatriz Kuhn, psicanalista e idealizadora do movimento Basta! (e minha ex-colega de colégio!), fiz um happy hour com a decoradora Cristina Brasil, que já postou no blog dela suas observações sobre nosso encontro - com fotos! - e tomei café-da-manhã ontem com a filósofa e poeta Viviane Mosé, também grande figura, além de talentosíssima. Depois de tanto assunto, tanto afeto, tanta conversa inteligente e divertida, volto com a cabeça a milhão, cheia de ideias para novos projetos. Bom, bom, bom.
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Durante o trajeto Rio-Porto Alegre, no avião, devorei o último livro do Philip Roth, “Humilhação”. Roth é o meu Woody Allen da literatura, adoro tudo dele, sou fidelíssima a sua obra, mas esse novo livro não me pegou como os outros, me pareceu escrito com desleixo. Acontece. Minha admiração por ele não diminuiu, e se você nunca leu nada desse autor norteamericano, confira alguns títulos recentes como “Homem Comum”, “Fantasma Sai de Cena”, “O animal agonizante”, todos incríveis, e uma obra-prima chamada “A Marca Humana”.
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Comprei também o último livro do Nick Hornby, “Juliet Nua e Crua” e o livro “A potência de existir”, de Michel Onfray - já li um livro dele que gostei muito, e dessa vez o título me ganhou. A potência de existir! Comento mais adiante.
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E a L&PM, minha editora aqui do sul, lançou um produto bárbaro: uma caixa com 5 livros meus: Trem-Bala, Non-Stop, Montanha-Russa, Coisas da Vida e Cartas Extraviadas (4 coletâneas de crônicas e um de poemas), todos em formato pocket. Belíssimo presente para o dia dos namorados!!!! A caixa está a venda na Livraria Cultura, na Livraria da Travessa e em mais alguns pontos, mas todo mundo pode adquirir também pelo site www.submarino.com.br. Eles estão com um preço promocional, vale a pena!
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Prometi o link para as cenas da peça De mim que tanto falam, está aqui. Não tem a mesma qualidade de som e de imagem do link que postei do “Doidas e Santas”, mas não se deixem levar apenas pela tecnologia, confiram ao vivo!
http://www.youtube.com/watch?v=0457qD77Lws
Bom final de semana a todos, beijos!
permalinkPostado por Martha Medeiros, às 11:16
Tags: Entrevistas, Livros, Vídeos
Plantão de notícias
17 de maio de 2010
25 comentários
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Cissa Guimarães esteve ontem, segunda-feira, sendo entrevistada pelo Jô Soares sobre a peça Doidas e Santas. Não pude assistir, mas já soube que foi excelente. Quem conseguir um link da entrevista no youtube, manda pra mim que eu coloco aqui no blog.
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E presentinho: acesse os trechos da peça: http://www.youtube.com/watch?v=EbCIEs4akLA
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Sem esquecer de De mim que tanto falam, que está no Centro Cultural Justiça Federal, de quinta a domingo. O link para as cenas dessa peça eu vou postar na próxima quinta-feira.
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